Livro: "A Hora do Lobisomem"
Autor: Stephen King / Ilustrações: Bernie Wrightson
Editora: Suma de Letras
Ano de Lançamento: 2007
Páginas: 152 páginas
Sou
fã confesso, declarado, registrado e carimbado de Stephen King e aos poucos
estou tentando ler toda sua obra. Missão árdua e longa, porém extremamente prazerosa. E continuando essa luta,
chegou a vez de um clássico que, até pouco tempo, estava esgotado em nossas livrarias: “A Hora do Lobisomem”.
Lançado
lá na década de 80, o livro estava esgotado no Brasil há anos e agora ganhou um
novo lugar ao Sol graças a nova edição lançada pela Suma de Letras na coleção
(maravilhosa!) Biblioteca Stephen King. Este foi o segundo livro lançado por
eles neste projeto, que já engloba “Cujo”, “O Iluminado” e “A Incendiária”.
Para o ano que vem já foram anunciados os muito esperados “A Metade Sombria”
(conhecido pela edição anterior como “A Metade negra”) e “Trocas Macabras”.
“A
Hora do Lobisomem” é considerado por alguns como uma noveleta, por ser
relativamente curto (comparado com as outras obras do SK). Todo dividido em
meses do ano, janeiro a dezembro, acompanhamos os habitantes da cidade de
Taker’s Mill, no Maine (novidade), que começam a sofrer brutais assassinatos nas noites de lua cheia, trazendo o medo e a insegurança na pequena cidade. Cada capÃtulo se passa numa dessas noites, e através
deles acompanhamos os ataques do lobisomem. A liberdade criativa do autor foi
usada para algumas noites de Lua Cheia coincidirem com feriados especÃficos,
como Dia dos Namorados, Quatro de Julho e Ano Novo.
Este
livro está bem longe de figurar entre os melhores livros do mestre, porém não acho
que deva ser deixado de lado. Adorei os capÃtulos curtos e diretos que, mesmo
com poucas palavras, consegue nos dar a imagem mental da cidade e dos seus
habitantes. Os ataques são clichês, mas não deixam de ser interessantes. O mistério
da identidade humana da besta acaba por ser o grande mistério da história,
porém já é revelado um pouco depois da metade do livro, criando um clÃmax bem
interessante.
A edição é toda caprichada, com uma capa emborrachada linda e ilustrações a cada capÃtulo do famoso ilustrador Bernie Wrightson. Apesar de lindas, as ilustrações, em alguns momentos, dão alguns spoilers sobre o que acontece no capÃtulo, podendo estragar algumas surpresas antes da hora. Nada que estrague a leitura, mas poderia ser uma melhoria.
Repito,
este livro está bem abaixo no ranking dos melhores livros do autor, mas, ainda
assim, é Stephen King. Cada livro do mestre é uma verdadeira
aula sobre como contar histórias e como gerar suspense e ótimos finais,
conseguindo ser diferente e, ao mesmo tempo, tendo sua identidade presente em cada
obra.

















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