Autor: Allen Eskens
Editora: IntrÃnseca
Ano de lançamento: 2017
Sinopse: A única coisa que Joe
Talbert deseja é terminar o trabalho da faculdade: entrevistar um estranho e
escrever uma breve biografia. Com os prazos se aproximando, o garoto decide ir
a um asilo para encontrar o tão desejado objeto de trabalho. Lá ele conhece
Carl Iverson e logo a vida de Joe vai ter mudado para sempre.
Veterano da Guerra do Vietnã,
desenganado com apenas alguns meses de vida, Carl foi internado na casa de
repouso em liberdade condicional devido ao estágio avançado de câncer depois de
trinta anos preso pelos crimes de estupro e assassinato. À medida que escreve
sobre a vida de Carl, principalmente sobre o perÃodo que o homem passou na
guerra, Joe começa a ter dificuldade de conciliar o heroÃsmo do soldado com os
desprezÃveis atos do criminoso. Acompanhado de Lila, sua vizinha
cética, Joe se lança em uma busca pela verdade, mas lidar com a mãe
perigosamente disfuncional, a culpa de deixar o irmão autista sozinho em casa e
uma lembrança assustadora vão malograr seus esforços.
Fio por fio, Joe começa a desfazer a
intricada tapeçaria do crime de Carl, mas, quanto mais se aproxima das reais
circunstâncias do crime, mais nós aparece. Joe vai conseguir descobrir a
verdade ou já é muito tarde para escapar?
“Não importa quanto você tente, há certas coisas das quais você simplesmente não consegue fugir.”
Sabe aquele livro que chega sem
grandes expectativas, mas acaba se transformando numa das melhores histórias
que você conheceu esse ano?
Esse livro com certeza é “A vida que enterramos”!
Descobri por acaso, procurando um presente para um amigo. Comprei dois
exemplares (um para presente e outro para mim), e acabei resgatando da minha
estante essa semana. Foi a minha melhor escolha.
Joe Talbert tem uma carga sentimental
tão profunda que é impossÃvel ficar imparcial com seu contexto de vida e como
ele luta todos os dias para enjaular os fantasmas do passado e lidar com os
problemas atuais. Paralelo a isso, temos Carl Iverson, um personagem tão
intrigante quanto Joe e que, com certeza, tem muito a dizer nos momentos finais
de sua vida.
Quando as duas histórias se
cruzam, por consequência do trabalho de faculdade de Joe, posso adiantar que o
livro passa a nos causar certo incômodo, porém, um incômodo bom. Vamos
descobrindo mais sobre o crime que condenou Carl, os esforços de Joe para
entender essa história e todos em que nela estão envolvidos. A busca por
respostas de Joe é incessante, nesse cenário ansiamos descobrir mais da vida
dos dois e tudo que os trouxe até esse presente momento.
Depois de sermos apresentados
aos dramas e segredos, imaginei que a sacada do livro seria só uma simples
descoberta, mas o que encontrei se aproximando do final, foram cenas de ação
que me tiraram o fôlego. Tudo acontece de uma maneira caleidoscópica, cheias de
reviravoltas e uma verdadeira corrida contra o tempo.
A cereja do bolo fica por conta
da escrita e a maestria com que o autor descreve cada sentimento e
personalidade. Ele conduz a história de uma maneira que conquistou não somente
a mim, mas uma legião de fãs. “A vida que enterramos”, seu livro de estreia,
ganhou o Rosebud Award de Melhor Primeiro Livro de Mistério de 2014.




















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